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Grupo Pellucio garante inclusão de PCDs no mercado de trabalho

Um trabalho galgado na seriedade e responsabilidade. Assim é a inclusão de pessoas com deficiência (PCDs) no quadro de colaboradores do Grupo Pellucio. A Lei 8213/91 ou Lei de Cotas prevê que toda empresa que possuir 100 ou mais empregados deve preencher uma parcela de seus cargos com um portador de deficiência.

De acordo com a gerente de Seleção e Desenvolvimento do Grupo Pellucio, Tatiane Nunes, a primeira ação do setor de Recursos Humanos do holding foi mapear os colaboradores e para isso eles precisaram responder um questionário. “Levantamos algumas questões referentes à saúde de nossos colaboradores como, por exemplo, se havia alguma dificuldade de ouvir quando alguém falava muito baixo, se sentiam alguma dificuldade de manusear equipamento, ou seja, perguntas que nos ajudassem a identificar um PCD em nosso quadro de funcionários”, relatou Tatiane.

Respondidos os questionários, a gerente conseguiu identificar entre os colaboradores a dona Rosa Maria Mota da Silva, zeladora do Colégio Objetivo – Unidade II. A colaboradora não sabia que possuía um déficit de audição e através do mapeamento foi possível encaminhar dona Rosa Maria para profissionais especialistas da área. “Procuramos, antes de tudo, ter cuidado para que a abordagem não interferisse nas relações de trabalho e, os casos de dúvida, nós encaminhamos para médicos responsáveis. Dona Maria nós encaminhamos para um otorrinolaringologista, feito um exame de audiometria, foi constatado um grau grave em sua audição”, explicou a gerente.

Dona Rosa Maria, atualmente, está efetivada no quadro de PCDs. “Foi constatado que o problema auditivo de nossa colaboradora não aumenta, porém, também não retrocede, por isso ela será para sempre uma PCD e a partir de agora possui respaldo do governo”, garantiu Tatiane.

Ao todo são dez colaboradores PCDs no quadro do Grupo Pellucio. “Acreditamos na gestão compartilhada e junto de nossos gerentes temos feitos um trabalho de capacitação pautado na responsabilidade social para com nossos PCDs”, explicou Tatiane.

A ideia não é apenas contratar o PCD, mas qualificá-lo de forma adequada e direcioná-lo para uma área específica. “Nós fizemos um aparato das vagas que estariam abertas desde o início do ano e fizemos também um mapeamento das competências necessárias que o profissional precisaria ter para assumir as vagas”, contou a gerente.

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O processo de seleção foi criterioso e um dos selecionados foi José Edilson da Silva Lima Junior (28 anos), que possui apenas 20% de sua visão. Ele foi contratado como inspetor no Colégio Objetivo – Unidade I e revelou que um dos sonhos dele é trabalhar em uma escola, já que ele é aluno de Pedagogia da Faculdade Porto/FGV. “Antes de vir para o colégio eu trabalhava como auxiliar de encomendas em uma empresa de ônibus de viagens e estava longe de realizar o meu sonho de me tornar professor, mas, quando surgiu a oportunidade de vir para o Objetivo percebi que era a chance de, de repente, poder realizar meu desejo”, relatou o inspetor.

Para a coordenadora do curso de Pedagogia da Faculdade Porto/FGV, Mirian Amaro, o que todo PCD precisa é ser enxergado. “Quando não percebemos um PCD, temos a tendência de ignorá-lo e só o que eles precisam é ser enxergados já que possuem tanta competência e potencial quanto os outros. O José hora nenhuma foi tratado com privilégio, mas sim com o atendimento que ele precisava para continuar seus estudos. Ficamos ainda mais felizes quando vimos que José conseguiu ser contratado”, pontuou Mirian.

Corpo do texto - Fernando

Fernando de Matos e Silva (18 anos) contraiu paralisia cerebral que afetou os movimentos de seus membros inferiores. Ele foi contratado recentemente como assistente de Biblioteca na unidade II do Colégio Objetivo e diz não se sentir limitado para nada. “Faço todas as atividades necessárias para manter a biblioteca organizada conforme é solicitado pela diretora e tenho gostado muito de trabalhar na escola”

“Ainda há muito trabalho para efetivar a inclusão social de PCDs nas empresas e nós, cientes desta responsabilidade acreditamos que, através da gestão compartilhada e da consciência da participação de todos neste processo para que o trabalho siga respaldado na ética e na transparência”, concluiu a gerente de seleção e de relacionamento do Grupo Pellucio.

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